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O impacto de uma visita à Casa de Anne Frank, em Amsterdã

Anne Frank

 

Hoje irei falar sobre uma das personagens mais conhecidas do mundo. Uma menina que simplesmente marcou uma época extremamente conturbada e feroz! Foi em uma viagem a Holanda e Bélgica, em março de 2015, conhecemos e adentramos na antiga casa de Anne Frank e de outras sete pessoas, esconderam-se durante dois longos anos em um anexo secreto localizado no canal Prinsengracht, n° 263 na espetacular Amsterdã, em solo holandês.

 

 

Para adentrar na residência tinha uma grande fila que dobrava a esquina, porém, tínhamos ingressos comprados via internet, os quais não eram necessários aguardar na mesma. Ao entrarmos na residência dos Frank, de início me veio à mente as lembranças da infância da casa de minha tia Nilda, uma casa estilo germânica com um sótão de telhado inclinado. A casa de Anne exalava sofrimento e medo. Esses sentimentos eram transmitidos através de fotos e efeitos sonoros explicativos em Inglês. Trechos do seu diário eram lidos com timbres oportunos ao momento e a reflexão, estávamos ali destinados a entender: O que leva seres humanos a matarem sua própria prole? É inconcebível tal resposta, mas a história dirá!

 

Otto Frank, pai de Anne Frank

A casa era como qualquer outro lar, cada canto com suas lembranças, cada parede com suas histórias. Anne e sua família experimentaram o amargor do exílio forçado até o descanso eterno em 1944. A pequena Anne era alemã, natural de Frankfurt, lugar onde a família do seu pai já vivia por várias gerações. A crise econômica e ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família Frank. Otto e Edith, pais de Anne, decidem deixar o lar alemão com destino a Holanda. Era o início de uma grande guerra, onde o sangue de um povo execrado ao vento, mostrou ao mundo de que o ser humano pode ser a pior das abominações.

 

 

Para mim, Anne Frank foi uma das personagens mais importantes na exposição de como a política pode ser demoníaca quando lhe convém. Podemos comparar Anne á grandes mártires históricos que surpreenderam-nos através da descrição do sofrimento causado por pré-conceitos implantados na sociedade. É de suma importância aprendermos com os erros do passado para que não se repitam no nosso futuro.

“Da mesma maneira em que algumas religiões pregam o bem, ao mesmo tempo podem incitar o mal. O fanatismo é o câncer dos nossos pensamentos”

 

 

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