Mafra

Roda de conversa com mães de autistas resulta importante troca de experiências

 

Uma noite emocionante, com depoimentos sobre as angústias e superações  enquanto mães de crianças e adolescentes autistas, com muita  troca de experiências, de incentivos e aconselhamentos. Foi a roda de conversa com mães de autistas que aconteceu na última quarta-feira (11),  na Secretaria Municipal de Educação de Mafra, reunindo famílias, profissionais técnicos da APAE, do Atendimento Educacional Especializado – AEE, profissionais liberais envolvidos no atendimento às crianças com diagnóstico do transtorno, simpatizantes e apoiadores.

 

A noite marcou o encerramento das atividades realizadas em alusão ao Dia Mundial do Autismo, movimento que visa conscientizar a população sobre o transtorno no desenvolvimento do cérebro – transtorno do espectro autista – que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Começou com o depoimento de Cassia Keller, mãe de Gabriel Keller, 20 anos, autista e estudante universitário  de Psicologia na UnC em Mafra. Para ela esse encontro foi a realização de um desejo antigo, desde quando começou a perceber as dificuldades do filho, querendo buscar ajuda junto a outras mães que enfrentavam a mesma situação. “Após o diagnóstico, o terapeuta me orientou que era preciso preparar Mafra para o Gabriel e para o autismo”, declarou  pedindo “que esse momento seja o primeiro de muitos outros para que possamos nos fortalecer, pois unidas conseguiremos muitos mais”.

 

Confiança nos filhos e muito apoio

O filho autista, Gabriel Keller deixou uma mensagem por vídeo, desejando um bom encontro e mostrando toda a importância da confiança dos pais nas crianças com o diagnóstico. “Porque meus pais confiaram em mim e me apoiaram, eu também pude confiar nas minhas capacidades”, declarou.

 

A Secretária Municipal de Educação, Estela Maris Bergamini Machado deu as boas vindas aos presentes e parabenizou a todos por esse momento de acolhimento, troca de experiências e carinho. “Que todas possam compartilhar conhecimentos e que esses conhecimentos façam a diferença na vida de cada mãe”, declarou.

 

Sensações e emoções em comum

Dentre todas as observações feitas pelas mães, que contaram suas histórias desde a percepção de que seus filhos poderiam ser especiais, até o diagnóstico fechado como autista, observaram-se muitas semelhanças  nos conflitos e experiências vividas, daí surgindo a necessidade de novos encontros, formações de grupos e até mesmo de uma associação.

 

Na reunião foram apontadas diversas sensações e emoções comuns como:

– sofrimento pela demora ou ausência de um diagnóstico fechado;

– negação do diagnóstico pelos pais e também pelos familiares;

– família rejeita a doença e não apoia em muitos casos; considera como somente falta de limites, birra e criança mimada;

– sofrimento com comparações feitas pelos próprios familiares com outras crianças sem o transtorno;

– necessidade de confiança nas instituições em que o filho está inserido;

– importância fundamental das escolas e seu apoio e da parceria entre escola e família;

– vivência de um cotidiano de altos e baixos com os filhos autistas;

– superações diárias;

– sofrimento  pela exclusão  dos filhos e falta de respeito para com o transtorno;

–  conscientização de que o problema não está nas crianças, mas sim na sociedade que tem dificuldade para aceitar a diversidade;

– a criança tem que aprender a conviver com essa sociedade;

– necessidade de conscientização da sociedade para com o autismo.

 

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