Douglas Dias

O empresário, jornalista e teólogo traz uma palavra de fé, motivação, trabalho e esperança.

O perdão é o remédio que traz alívio para a alma

O perdão é como um remédio: pode ser difícil de engolir no momento, mas traz alívio e cura ao mal-estar interior.

Foto: Divulgação

 

 

Nunca estivemos em uma fase em que tantas pessoas têm enfrentado tantos problemas emocionais, inclusive por parte de profissionais que têm por ofício cuidar de outras pessoas. Vivenciamos diferentes conflitos internos e externos, e se não cuidarmos, isso nos afeta profundamente em todos os sentidos da vida. E o pior, é que, no final das contas, além de sofrermos, fazemos nossa família e as pessoas que mais amamos sofrerem também.

 

O que muitos de nós ainda não perceberam é que criamos uma série de expectativas em relação a tudo, muitas delas nada condizentes com a realidade da vida. E aí entra uma palavra frequentemente usada de forma equivocada. Estou me referindo ao PERDÃO; é um engano pensar que a palavra se refere apenas aos outros, e não a nós mesmos.

 

Em minha caminhada, encontrei diferentes pessoas ainda escravas de seus problemas mal resolvidos. Escravas de situações do período da infância, de um relacionamento abusivo, de um emprego frustrado, de sonhos perdidos e até perdas familiares inesperadas. Pessoas que, ao invés de escolherem viver a partir daquele ponto, se mantêm presas no problema. Presas não em uma cela de um presídio qualquer, mas em suas próprias emoções, alimentadas dia e noite para nunca mais saírem dali.

 

O assunto só é simples quando o problema é dos outros; sempre temos um “bom” conselho para dar, mas quando somos nós que vivenciamos, fica difícil imaginar uma solução. Em geral, é preciso entender que há situações nas quais podemos mudar, outras não. O importante mesmo é aprender como nos superar, dar a volta por cima e conviver com os obstáculos que não podemos resolver.

 

Seja aplicado a nós mesmos ou aos outros, o perdão é uma bênção que recebemos de Deus para continuarmos em frente. Ele atua como um processo de cauterização, curando de dentro para fora. Embora a cicatriz permaneça, as lembranças são a prova de que temos uma história. A palavra “cura” se encaixa perfeitamente aqui, já que, de alguma forma, houve uma ferida, e o perdão sobre essa ferida impede metaforicamente a infecção e até mesmo a necrose.

 

A falta de perdão nos adoece. Pode transformar-se em uma doença real, conduzindo à morte, espiritual, psicológica e moral e até física. Ela aniquila sonhos, projetos e perspectivas. Além disso, muitas são as doenças psicossomáticas resultantes da falta de perdão, como depressão, ansiedade, pânico, câncer e doenças cardíacas.

 

Não acredito que a cura da alma venha com apenas uma mudança de atitude; costumo dizer que a cura vem depois de um caminho, onde passamos por diferentes etapas, percursos e obstáculos. E por si, um caminho não é nem bom nem mau. É apenas um caminho que precisa ser trilhado.

 

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