Fotos: Divulgação
Um homem de 24 anos morreu em confronto com equipes policiais, durante o cumprimento de um mandado judicial, em Rio Negro.
O caso aconteceu por volta das 6 horas desta quarta-feira (1), em um condomínio na rua Ludovico Schuster, no bairro Estação Nova.
A ação integra a Operação Coluna Sul, considerada a maior já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O homem foi identificado como Jonas Alves Siqueira, apontado pelas autoridades como investigado por integrar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo informações da Polícia Militar do Paraná, equipes da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) prestavam apoio ao cumprimento dos mandados judiciais quando tentaram abordar o investigado. Durante a ação, houve confronto armado e o suspeito foi baleado.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Na ação, foram apreendidos uma pistola Glock G17 e 10 munições calibre 9 milímetros.
O que é a Operação Coluna Sul
Deflagrada na manhã desta quarta-feira (1), a Operação Coluna Sul tem como objetivo desarticular uma estrutura do PCC que, segundo as investigações, atuava de forma coordenada dentro e fora do sistema prisional.
A operação é um desdobramento da Operação Maserati, investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina que identificou uma rede de integrantes da organização criminosa distribuída em diferentes estados do país.
Ao todo, a Justiça expediu mais de 320 ordens judiciais, entre elas 151 mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.
As ordens são cumpridas em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Somente em Santa Catarina, a operação ocorre em pelo menos 28 municípios.
De acordo com o MPSC, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como homicídios, organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas de fogo.
A operação mobilizou mais de 100 integrantes do Gaeco, além de 552 agentes das forças de segurança, 198 viaturas e dois helicópteros.
As investigações seguem sob responsabilidade da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, e o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado pela Polícia Científica de Santa Catarina.
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