Um levantamento da concessionária revela que o problema também atinge o trecho entre o Planalto Norte catarinense e o Sul do Paraná, com registros em Mafra, Rio Negro, Papanduva, Campo do Tenente e Monte Castelo.
Em todo o trecho administrado pela Arteris Planalto Sul, os furtos de cabos e atos de vandalismo causaram mais de R$ 730 mil em prejuízos entre 2021 e o primeiro semestre de 2026. No período, os danos saltaram de R$ 22,5 mil em 2021 para R$ 149,7 mil em 2026, um aumento de aproximadamente 566%.
Ocorrências ne região
Na região de Mafra e municípios vizinhos, o levantamento registra ocorrências de furto de cabos que afetaram diretamente a operação dos sistemas de monitoramento da BR-116.
Em Mafra, a mesma câmera de monitoramento instalada no quilômetro 18,4 da rodovia, foi alvo de duas ações criminosas em um intervalo de apenas quatro dias, em dezembro de 2024.
Os registros também apontam ocorrências em Papanduva, no quilômetro 52,370, e em Campo do Tenente, no quilômetro 187,4, ambas em junho de 2025 envolvendo câmeras de monitoramento.
Já em Rio Negro, uma ocorrência registrada em janeiro de 2026 afetou a câmera do quilômetro 196,750, enquanto em Monte Castelo houve furto de cabos que comprometeu o sistema de iluminação da rodovia.
Embora o objetivo dos criminosos seja, na maioria das vezes, a retirada dos cabos para comercialização do cobre, os reflexos vão muito além do prejuízo financeiro.
A retirada da fiação interrompe o funcionamento de câmeras de monitoramento, radares, redes de fibra óptica, painéis eletrônicos de mensagens variáveis, equipamentos de comunicação e sistemas de iluminação, afetando diretamente a capacidade de monitoramento e atendimento aos usuários da BR-116.
Problema se agravou nos últimos anos
Em 2021, os prejuízos somaram R$ 22,5 mil. No ano seguinte, saltaram para R$ 85,5 mil. Em 2023, ficaram em R$ 74,2 mil. Já em 2024, chegaram a R$ 136,5 mil. O pior cenário foi registrado em 2025, quando os danos ultrapassaram R$ 263 mil. Somente no primeiro semestre de 2026, os prejuízos já se aproximam de R$ 150 mil.
O levantamento também revela que alguns locais sofrem ataques repetidos. Equipamentos instalados em municípios como Ponte Alta, Santa Cecília, Correia Pinto e Ponte Alta do Norte aparecem diversas vezes entre as ocorrências, indicando que determinados pontos da rodovia voltam a ser alvo pouco tempo após os reparos.
Além da reposição da fiação furtada, muitos atendimentos exigem reconstrução completa da infraestrutura elétrica. Os registros incluem substituição de cabeamento, instalação de novos padrões de energia, reparos em sistemas de iluminação e regularização de equipamentos danificados pelo vandalismo.
“Quando ocorre um furto, não perdemos apenas cabos ou equipamentos. Perdemos, ainda que temporariamente, parte da capacidade de monitoramento da rodovia. Nossa prioridade é restabelecer esses sistemas o mais rápido possível para garantir que a operação continue segura para quem trafega pela BR-116 ”, destaca Marcelo Possamai, gerente de operações da Arteris Planalto Sul.
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