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Junta Comercial encerra atendimento presencial em Rio Negro

O escritório da Junta no município funcionava em espaço anexo à Associação Comercial e Industrial de Rio Negro (ACIRN) e operava através de um convênio entre a Jucepar, Prefeitura Municipal e ACIRN.

15 de junho de 2020 · 10:17 · Atualizada em 15 de junho de 2020 · 10:17 · 3 min de leitura

Com o fechamento de agências previsto desde o início do ano em diversas cidades do Paraná, a Junta Comercial do Paraná (Jucepar) encerrou as atividades do escritório que realizava o atendimento presencial em Rio Negro.

 

O escritório da Junta no município funcionava em espaço anexo à Associação Comercial e Industrial de Rio Negro (ACIRN) e operava através de um convênio entre a Jucepar, Prefeitura Municipal e ACIRN. Desta forma, o município cedia um funcionário concursado que atendia como relator; a entidade associativa cedia o espaço físico e estrutura necessária ao atendimento, mediante rateio de custos com a Junta; à Jucepar também cabiam os custos de desenvolvimento tecnológico necessário ao atendimento.

 

Desde o início do mês de junho, contadores e empresários que precisam realizar abertura de empresas, alterações contratuais e outras operações ligadas à transformação da empresa, devem fazê-lo através dos canais de atendimento online. “Apesar de o atendimento virtual ser uma tendência, o presencial é bastante importante para dar mais celeridade aos processos”, explica o contador Sérgio Kogg.

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Ele explica que ainda há diversas burocracias que envolvem as empresas e que são resolvidas mais facilmente no atendimento presencial.

 

“Comparado com Santa Catarina, que tem um sistema de resposta bastante ágil e raramente precisamos ir até a Junta, no Paraná ainda temos algumas dificuldades, como o fato do sistema não rodar em qualquer navegador e demora nas respostas dos protocolos”, observa a contadora Daiana Bendlin.

 

Segundo ela, essa demora do sistema em retornar com respostas, pode dificultar a vida dos empresários que pretendem movimentar mais rapidamente as empresas.

 

O que dizem as entidades

O encerramento do atendimento presencial nas cidades do Paraná se deve a uma decisão do Tribunal de Contas do Paraná, que não permite às entidades empresariais privadas receber repasses para manter os escritórios da Jucepar em suas estruturas físicas.

 

O presidente da ACIRN, Geovane de Lima explica que, em conjunto com a prefeitura municipal, chegou-se à conclusão de que manter o escritório em Rio Negro não seria mais necessário.

 

“A Jucepar cobra pelos serviços prestados e devido a isso havia o rateio dos custos. A associação, sem o repasse, trabalharia de forma gratuita para a entidade e uma vez que existe o serviço digital, não há perdas para nenhuma das partes ao se utilizar dessa via para os serviços”, pontua.

 

O presidente da Junta Comercial do Paraná, Marcos Sebastião Rigoni de Mello, explicou que a determinação do Tribunal impede o custeio dessas despesas geradas pelas associações comerciais em todo o Estado.

 

“A junta só vai fechar algum posto de atendimento no interior, se nem a associação/sindicato e nem a prefeitura local quiserem continuar com o convênio. No entanto, se a associação comercial/sindicato quiser continuar, o atendimento pode continuar tudo como sempre foi, apenas sem o repasse de dinheiro por parte da Junta Comercial”, reforçou em nota.

 

O presidente observa ainda que atualmente 99% dos serviços da Junta já podem ser realizados na forma digital. Segundo ele, o sistema da Jucepar é um dos melhores do Brasil, usado em 11 estados da Federação e a entidade está entre as melhores dos 27 estados na federação. Assim, segundo Rigoni, apenas processos consistidos com erro demoram mais para aprovar.

 

“Atualmente mais de 80% dos processos que estão sendo enviados para a junta comercial contém erros, e aí não nos resta outra alternativa, a não ser colocar em exigência para que tais erros sejam corrigidos”, observa.

 

Rigoni reforça ainda que a tecnologia desenvolvida pela Jucepar tem aproximado profissionais de diversos locais do estado, que antes se viam obrigados a se deslocar até um posto da Junta para atendimento.

 

“Hoje esses colegas da contabilidade, assim como advogados, ou outros usuários, não precisam mais se deslocar, pois estamos oferecendo quase todos os serviços de forma digital e estamos trabalhando muito forte para aqueles poucos serviços que ainda não estão na forma digital, passem a estar”.

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