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Para realizar transplante, homem procura família biológica em Rio Negro

Marcus é adotado e não tem nenhuma informação sobre seus pais biológicos. Ele precisa encontrar um parente compatível para a realização de um transplante de medula óssea.
25/11/2020 14:59Atualizada em 25/11/2020 15:01
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Em 2015, Marcus Augusto Oliveira da Silva, de 36 anos, viu sua vida mudar completamente. Ele foi diagnosticado com uma doença chamada Linfoma de Hodgkin e iniciou uma constante luta pela sobrevivência.

“Passei por muitas linhas de tratamento, algumas internações e idas e vindas de hospitais. No entanto, preciso agora fazer um transplante alogênico, ou seja, um transplante de medula óssea e preciso de um doador compatível”.

Em 2017, Marcus havia feito uma coleta de medula para encontrar um doador. “Encontramos alguém compatível, mas a médica disse que o ideal mesmo seria um doador que fosse meu parente”, conta.

A questão é que Marcus é adotado e não tem nenhuma informação sobre seus pais biológicos. Morador de Joinville, ele sabe apenas que nasceu em Rio Negro em 8 de setembro de 1984 e foi deixado na Maternidade de Rio Negro.

“Sei que a maternidade não existe mais. Todas as informações, registros e documentos agora pertencem ao Hospital Bom Jesus. Busquei um advogado e entrei com um processo para solicitar o acesso de um livro com os registros daquela época, para tentar conseguir pelo menos o nome da minha mãe e dar continuidade a esta busca”, disse.

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Marcus conta que sua trajetória com a doença foi de muitos desafios. Em 2017 ele havia se curado, mas a doença voltou no ano seguinte. Na época, ele iniciou um novo tratamento que possibilitou uma melhora nos sintomas. No entanto, na metade deste ano, a doença voltou com mais intensidade e ele retornou à fila dos transplantes.

O transplante de medula óssea consiste na substituição de células doentes da medula por outras, obtidas de um doador saudável. No Brasil, estima-se que as chances de compatibilidade sejam de 1 para 100 mil. Logo a chance de um parente ser compatível com o paciente é maior do que um desconhecido.

“Preciso de alguma informação para encontrar meu pai, mãe ou irmãos biológicos. Quero realizar esse transplante e seguir minha vida. Creio que em nome de Jesus acharei esse familiar”, disse.

Quem tiver informações sobre a família de Marcus, pode entrar em contato através do Whatsapp, neste link.

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