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Segundo processo de impeachment contra Carlos Moisés é aprovado na Alesc

A denúncia do segundo impeachment trata da representação apresentada por 16 pessoas em agosto deste ano, no qual o governador é suspeito de crime de responsabilidade no episódio da compra dos 200 respiradores artificiais que foram pagos, mas não foram entregues.
20/10/2020 22:51Atualizada em 20/10/2020 22:54
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Trinta e seis votos. Esse foi o placar da votação do segundo processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) na tarde desta quarta-feira, 20, no plenário da Alesc. Isso que o presidente, deputado Julio Garcia (PSD), se absteve e Caropreso (PSDB) não estava presente.

A base de Moisés se resumiu a dois soldados: coronel Mocelin (PSL) e Paulinha (PDT), a líder do governo no parlamento, foram os únicos a saírem em defesa de Moisés. Paulinha falou e conspiração e “uso  flagrante do substrato do regimento, nas suas mais delicadas vírgulas, para benefício daqueles que desejam o afastamento do governador”.

Durante quase quatro horas de sessão, os deputados não pouparam o governador e investidas até mais duras do que a votação do primeiro processo de impeachment, que foi aprovado em 17 de setembro por 32 votos favoráveis, quatro a menos que neste segundo pedido.

A denúncia do segundo impeachment trata da representação apresentada por 16 pessoas em agosto deste ano, no qual o governador é suspeito de crime de responsabilidade no episódio da compra dos 200 respiradores artificiais que foram pagos, mas não foram entregues; ao prestar informações falsas à CPI dos Respiradores; no processo de contratação do hospital de campanha de Itajaí; e ao não adotar procedimentos administrativos contra os ex-secretários Helton Zeferino e Douglas Borba.

Eram necessários 27 votos para a aprovação do PDL. Moisés precisva de 14 votos para evitar a instauração do segundo processo de impeachment. A única ausência durante a votação foi do deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), por motivos de saúde.

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Defesa alega inocência O advogado do governador Carlos Moisés, Marcos Fey Probst voltou a falar em inocência de Moisés na compra dos respiradores e insistiu que assim que foi tomado conhecimento da situação se pediu abertura de investigação, versão discutida e contestada no processo.

O defensor afirmou que o presidente do TCE esclareceu que jamais comentou com o governador sobre a compra específica da Veigamed e que a conversa tratou genericamente sobre pagamento antecipado. Da mesma forma, Probst garantiu que Moisés não mentiu à CPI dos Respiradores e só ficou sabendo da compra no dia 22 de abril e que de imediato solicitou providências à Polícia Civil.

Sobre o hospital de campanha, o advogado afirmou que o documento que autorizaria a contratação não foi assinado pelo governador e afirmou que a acusação “falseou as provas” na denúncia. “A compra dos 200 respiradores também não transitou pelo gabinete do governador”, completou.

A deputada Palinha usou parte de seu tempo de fala para criticar, em um discurso rebuscado, a condução do processo de impeachment. A deputada disse que lhe foi neago pedido de vistas no processo e criticou a velocidade da tramitação que pode afastar o governador. Na semana passada a sessão chegou a ser adiada após a defesa apontar inconsistência na publicação do Diário Oficial da Alesc, que dava prazo para a sessão do impeachment. A votação acabou adiada.

O presidente Julio Garcia até se defendeu na questão do Diário Oficial e disse que o que prevaleceu na Justiça foi a versão da Alesc, de que a publicação seguiu os prazos determinados.

Votação - Sim: 36 votos - Não: dois votos - Abstenção: um voto - Ausência: um voto

Como votou cada deputado - Ada de Luca (MDB): sim - Altair Silva (PP): sim - Ana Campagnolo (PSL): sim - Bruno Souza (Novo): sim - Carlos Humberto Metzner Silva (PL): sim - Cesar Valduga (PCdoB): sim - Coronel Mocellin (PSL): não - Dirce Heiderscheidt (MDB): sim - Dr. Vicente Caropreso (PSDB): ausente - Fabiano da Luz (PT): sim - Felipe Estevão (PSL): sim - Ismael dos Santos (PSD): sim - Ivan Naatz (PL): sim - Jair Miotto (PSC): sim - Jerry Comper (MDB): sim - Jessé Lopes (PSL): sim - João Amin (PP): sim - José Milton Scheffer (PP): sim - Julio Garcia (PSD): abstenção - Kennedy Nunes (PSD): sim - Laércio Schuster (PSB): sim - Luciane Carminatti (PT): sim - Luiz Fernando Vampiro (MDB): sim - Marcius Machado (PL): sim - Marcos Vieira (PSDB): sim - Marlene Fengler (PSD): sim - Maurício Eskudlark (PL): sim - Mauro de Nadal (MDB): sim - Milton Hobus (PSD): sim - Moacir Sopelsa (MDB): sim - Nazareno Martins (PSB): sim - Neodi Saretta (PT): sim - Padre Pedro Baldissera (PT): sim - Paulinha (PDT): não - Ricardo Alba (PSL): sim - Romildo Titon (MDB): sim - Sargento Lima (PSL): sim - Sergio Motta (Republicanos): sim - Valdir Cobalchini (MDB): sim - Volnei Weber (MDB): sim

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