Verde é Vida fortalece ações de restauração florestal com espécies nativas e apoio técnico
Programa da Afubra já distribuiu cerca de 5 milhões de mudas nativas.
Foto: Afubra/Divulgação
A importância do plantio e da preservação de árvores nativas ganhou destaque neste mês, com o Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro. Para o Programa Verde é Vida, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a data também reforça uma trajetória de 35 anos dedicada à educação socioambiental e ao incentivo à recuperação de áreas verdes.
Ao longo das décadas, a Afubra já contabilizou a distribuição de aproximadamente 5 milhões de mudas florestais nativas, especialmente dos Biomas Mata Atlântica e Pampa. A iniciativa busca sensibilizar estudantes, famílias, agricultores, escolas e comunidades sobre a importância de plantar, preservar e recuperar áreas verdes.
“A muda entregue sempre teve um papel educativo muito forte. Ela aproxima as pessoas do tema ambiental e mostra que cada comunidade pode fazer a sua parte na preservação dos recursos naturais”, destaca o gerente para Assuntos Corporativos da Afubra, engenheiro agrônomo Marco Antonio Dornelles.
Desde 2025, essa atuação passou a contar com uma proposta mais estruturada de apoio à restauração florestal. Por meio do Projeto de Restauração Florestal, vinculado ao Verde é Vida e ao setor Agroflorestal, a Afubra passou a adotar uma metodologia que envolve análise de projetos, diagnóstico das áreas, escolha orientada de espécies nativas e acompanhamento pós-plantio.
Segundo Dornelles, a mudança busca ampliar a efetividade das ações ambientais. “Plantar uma árvore é um gesto importante, mas restaurar uma área exige planejamento, conhecimento técnico e continuidade. Com esse novo formato, buscamos apoiar projetos com maior potencial de desenvolvimento e que contribuam para a recuperação da cobertura florestal nativa”, afirma.
O plantio de árvores nativas pode contribuir para a proteção do solo, recuperação de nascentes, recomposição de matas ciliares, ampliação da biodiversidade e melhoria da paisagem. As árvores também participam do enfrentamento das mudanças climáticas ao absorver dióxido de carbono da atmosfera por meio da fotossíntese e armazenar carbono em sua biomassa e no solo.
Mais do que a distribuição de mudas, a proposta atual do Verde é Vida busca acompanhar o processo de restauração desde o planejamento até o desenvolvimento das áreas. A mudança amplia o trabalho realizado pelo programa junto a escolas, instituições e comunidades.
“O Dia da Árvore é uma oportunidade para reforçar que plantar continua sendo fundamental, mas é preciso pensar também no antes e no depois do plantio. O Verde é Vida chega aos 35 anos reafirmando que educação ambiental se faz com prática, responsabilidade e compromisso com o futuro”, complementa Dornelles.
Com a evolução da doação de mudas para o apoio a projetos de restauração florestal, o Verde é Vida mantém o incentivo à recuperação da cobertura florestal nativa nos Biomas Mata Atlântica e Pampa, aliando educação ambiental, planejamento e acompanhamento das áreas.
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