Foto: TSE/Divulgação
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de votação até as 19 horas, pelo horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do Brasil. O encerramento estava previsto para as 17 horas.
Na decisão, o ministro determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adote as providências para cumprir a medida.
“Determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento.”
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou pedidos ao TSE e ao STF diante de denúncias de problemas no transporte público. Segundo os advogados da coligação, as falhas dificultaram a chegada de eleitores aos locais de votação em diferentes regiões do país.
O pedido inicial tratava de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Posteriormente, a campanha apresentou relatos de dificuldades em municípios de outros nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Entre os problemas descritos na petição estão redução da frota de ônibus, demora nos pontos, cobrança de passagem e descumprimento de rotas destinadas ao transporte de eleitores.
Em São Paulo, a coligação afirmou que cerca de 60% da frota estava em circulação, apesar de uma determinação judicial para operação integral. Em Roraima, relatou que empresas contratadas deixaram de cumprir rotas eleitorais, prejudicando o deslocamento de comunidades indígenas.
A campanha também pediu providências policiais contra responsáveis por impedir o acesso ao voto e a distribuição de senhas aos eleitores presentes nos locais de votação às 17 horas, inclusive nas áreas externas e nos acessos aos prédios.
Campanha de Flávio também pediu ampliação
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou ao TSE a prorrogação da votação até as 19 horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidos por fortes chuvas.
Em Minas Gerais, o pedido incluiu Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte com locais de votação sem energia elétrica.
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