Na volta às aulas, estudantes passam a ter aulas sobre Defesa Civil

Estado marcado por catástrofes naturais, SC terá a Defesa Civil como disciplina escolar.

Foto: Divulgação/DCSC

 

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Parte dos 500 mil estudantes de Santa Catarina que retomaram o ano letivo nesta segunda-feira (2), terão uma nova disciplina no currículo escolar: a Defesa Civil. Localizado no maior corredor meteorológico da América do Sul e com frequentes eventos naturais extremos, Santa Catarina inova e passa a incluir oficialmente a prevenção e a proteção de vidas nas salas de aulas, públicas e privadas.

 

A medida, instituída por decreto do governo do estado, torna obrigatória a participação de instituições de ensino fundamental no “Programa Defesa Civil na Escola”. São cerca de 100 mil alunos matriculados nos 6º e 7º anos alcançados pela novidade.

 

O programa, criado pela Defesa Civil de Santa Catarina, capacita professores e alunos para a redução de risco e de desastres. Além disso, busca ampliar a percepção desde o período escolar, com o foco de preservar vidas e mitigar os prejuízos.

 

O projeto-piloto do programa aconteceu em 2013 em Criciúma, Xanxerê e Rio do Sul. A partir daí cresceu e de 2013 a 2018 foram atendidos 6.986 alunos e 1.699 professores.

 

A partir de 2017, foi realizada a primeira capacitação de professores com cooperação técnica do Instituto Federal Catarinense, Campus Camboriú. Em 2019, se transformou em Programa e foi firmado Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Estado da Educação. Com a entrada do tema no currículo, foram atendidos 974 educandos.

 

Em 2020, o programa teve um grande salto com a participação de 59 escolas e a capacitação de 266 professores, o que resultou no atendimento de 1.770 alunos. Atualmente, estão sendo capacitados 1.327 profissionais da educação em todo o estado. A perspectiva é de que sejam atendidos 12.350 estudantes de 166 escolas da rede pública, em 105 municípios catarinenses. As escolas têm até 2024 para se adequarem à iniciativa.

 

Previdência

Termina nesta terça-feira (3), o prazo para que os membros das comissões que avaliam a Reforma da Previdência analisem o relatório preliminar. A reunião conjunta acontece no Plenário, às 10 horas. Nesta quarta-feira (4) será a votação final do texto que recebeu o substitutivo global enviado pelo Executivo, que atende parcialmente a pedidos feitos pelas categorias de servidores, inclusive na audiência pública feita na Assembleia Legislativa. Das 73 emendas encaminhadas, 30 foram acatadas e constam no texto final.

 

Extração de petróleo

A audiência pública que vai discutir os impactos da extração de petróleo no Estado, que pode afetar a pesca e o turismo no Estado, será realizada nesta quinta-feira (5), na Alesc. O Governo Federal, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), autorizou e incluiu áreas da Bacia de Pelotas e Santos na 17ª Rodada de licitações de blocos, agendado para o dia 7 de outubro de 2021, mediante uma sessão pública de apresentação das ofertas. Coordenadora da Frente Parlamentar Ambientalista de Santa Catarina, a deputada Paulinha (sem partido) marcou o encontro que reunirá pessoas e entidades preocupadas com o tema.

 

Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), volta a Santa Catarina esta semana para dois eventos nas duas maiores cidades do Estado. Em Joinville, na sexta-feira (6), vai participar de almoço com empresários do Sul do país, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No sábado (7), ele estará em Florianópolis, onde participa de motociata pelas principais vias da Capital. Esta será a oitava vez que Bolsonaro vem a SC desde que assumiu o governo.

 

Fake news

Circulam nas redes sociais informações falsas de que o Governo de SC teria aumentado o imposto da gasolina. As publicações contêm informações falsas, incompletas ou enganosas, conforme da Secretaria de Comunicação. A alíquota do ICMS continua igual, em 25%, o menor percentual do Brasil. O valor efetivo cobrado de imposto sobre cada litro varia conforme os preços praticados pelos postos de combustíveis, determinados pela Petrobras e pelo mercado, sem ingerência dos governos estaduais e seus gestores.