Caso de cadáver encontrado com perfurações no crânio em Itaiópolis é concluído pela Polícia Civil
O autor foi identificado e indiciado pelo crime de lesão corporal seguida de morte, que prevê pena de até 12 anos de prisão.

A Polícia Civil de Mafra finalizou o inquérito que apurava a morte de um homem, encontrado com duas perfurações no crânio, no interior de Itaiópolis.
O caso que aconteceu em fevereiro de 2018, onde a vítima foi achada em decomposição em um reflorestamento de pinus na região de Bom Sucesso, localidade de Rio do Mico.
A investigação ficou sob responsabilidade da Divisão de Investigação Criminal (DIC), que nos primeiros meses de diligências, através de exame de DNA, identificou a vítima, de 58 anos, que estava desaparecida. A situação chegou até a Polícia Civil através do filho da vítima, que estava em busca do pai.
Inicialmente, a suspeita era que as perfurações no crânio eram resultado de disparo de arma de fogo. Porém, após criteriosa investigação, que incluiu análise do prontuário médico do homem, a investigação concluiu que as perfurações eram de um procedimento hospitalar chamado craniectomia (cirurgia para descomprimir o cérebro).
Ainda, de acordo com a investigação, o segundo orifício foi ocasionado pela perda óssea, onde havia platina, que posteriormente caiu, quando a vítima foi agredida.
Identificação do autor
Por meio de novas investigações, a DIC conseguiu identificar o autor da agressão, que causou a fratura do crânio da vítima.
O caso ocorreu cerca de sete meses antes do homem ser internado pela segunda vez (quando realizou a craniectomia) e nove meses antes de ser encontrado no reflorestamento.
A investigação esclareceu que a vítima acabou caindo sozinha quando caminhava em meio aos pinus e ali morreu.
O delegado Cassiano Tiburski, responsável pela investigação, destacou o minucioso trabalho da DIC e informou que o autor foi indiciado por lesão corporal seguida de morte. “Apesar da vítima ter vindo a óbito somente meses depois da agressão, o autor foi identificado e indiciado pelo crime que prevê pena de até 12 anos de prisão”, destacou.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Fórum de Itaiópolis.
Com informações da Polícia Civil de Mafra.