10 meses depois: rionegrenses continuam sem capela pública para sepultar seus entes queridos

Quase um ano após o incêndio, Paizani não conseguiu reformar a Capela Mortuária, mas aprovou em tempo recorde licitação de nova capela ao custo de mais de R$ 360 mil.

O que era para ser mais um Dia de Finados, marcou o fim da Capela Mortuária localizada no Cemitério Municipal de Rio Negro. Na época, e segundo a avaliação do Corpo de Bombeiros, o dia ensolarado, o vento e as centenas de velas acessas no cruzeiro (ao lado capela) contribuíram para que o incêndio consumisse a única capela pública da cidade.

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Segundo um dos servidores do cemitério, que pediu anonimato, diversas vezes avisou seus superiores que o acidente poderia acontecer. Segundo ele, pequenos princípios de incêndio já haviam sido registrados nos últimos anos, mas até então, a administração pública não tomou providências.

 

“Sempre que muitas velas eram acessas, levantava um fogo alto, como o cruzeiro era colado com a capela e as paredes ainda eram pintadas de verniz… já esperávamos que isso podia acontecer um dia”, lamentou.

 

Passados todos esses meses, a única ação da Prefeitura foi interditar o acesso ao interior da capela. E de forma célere, o prefeito Milton José Paizani (PSDB) conseguiu aprovar licitação ao custo de mais de R$ 360 mil, para construir em um terreno vizinho ao cemitério, uma nova capela. A previsão de inauguração é dia 27 de novembro.

 

Nova capela em construção

 

Famílias sem opção

Para as famílias que precisam velar seus entes queridos, a opção é velar na residência, ou na capela particular de uma funerária local. O que é constrangedor para quem escolhe o atendimento de outra funerária, ter que pedir autorização para velar o familiar na concorrência.

 

Desrespeito com a fé

O desrespeito com a fé católica também gera revolta nos visitantes do cemitério. Imagens de Nossa Senhora Aparecida, crucifixos e outros ícones religiosos danificados pelo fogo também foram deixados jogados no que restou da capela.

 

 

“É lamentável vir no cemitério e encontrar isso aqui jogado. Se perdeu o respeito. As autoridades precisam respeitar nossa fé. Está certo que o fogo destruiu, mas o bom senso manda limpar e recolher essas imagens em um lugar apropriado”, desabafa a dona de casa Maria de Fátima, de 58 anos.

 

Com a palavra o prefeito

A reportagem tentou contato com o prefeito, mas ele não retornou nossa ligação, nem respondeu nossas mensagens. Quando responder, atualizaremos neste espaço.