Desconhecimento atrasa diagnóstico e impacta o tratamento do linfoma

Se diagnosticado precocemente, doença é tratável e com grandes chances de cura.

Foto: Divulgação

 

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O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas é celebrado na próxima quarta-feira (15). Durante a data, oncologistas e hematologistas de todo o país reforçam a importância do diagnóstico precoce da doença.

 

Diferentemente de outros tipos de câncer, o linfoma não é muito discutido e, por isso, pouco conhecido, provocando dúvidas e confusões com outras doenças hematológicas, como as leucemias. Esse desconhecimento impacta diretamente a detecção de sintomas e busca por um diagnóstico, acarretando o atraso do início de uma terapia, o que torna o tratamento mais complexo e com maior risco de afetar a qualidade de vida.

 

Enquanto as leucemias são de maior conhecimento pela população, os linfomas ainda são uma incógnita, o que pode levar a pessoa a acreditar que são a mesma doença. Mais do que fazer o esclarecimento entre elas, também é importante ensinar a população a identificar os sinais que o linfoma dá e indicar qual especialista buscar para ser avaliado.

 

Confira abaixo um esclarecimento das principais dúvidas:

 

Linfoma não é um tipo de câncer do sangue

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, que é um sistema circulatório constituído por uma rede de vasos linfáticos que se assemelham às veias. Tal sistema é responsável por recolher e filtrar o líquido que se acumula em diferentes tecidos, devolvendo-o para a circulação sanguínea. O sistema linfático também integra o sistema de defesa do organismo pois sua rede de vasos permite a circulação de glóbulos brancos, células de combate a invasores no organismo, em especial os linfócitos – são três tipos, linfócitos B, linfócitos T e células exterminadoras naturais (NK).

 

Há inúmeros subtipos de linfomas

Os linfomas são classificados como Linfoma de Hodgkin (LH) e o Linfoma não-Hodgkin (LNH), e se diferenciam pelo tipo de célula acometida. Enquanto o LH tem a presença de células grandes de maior facilidade na identificação, o LNH não tem um tipo de célula característico. Dentro dessas classificações, eles ainda podem ter inúmeros subtipos diferentes. Cada um apresenta sinais, comportamento e agressividade distintas. É comum que as pessoas questionem qual dos linfomas é mais grave, mas isso depende muito mais do estágio em que a doença foi diagnosticada do que pelo tipo em si.

 

Os linfomas apresentam sintomas

Quando algo vai mal no sistema linfático, o corpo manda sinais. O mais comum e igualmente ignorado é o aumento dos gânglios – popularmente chamado de ínguas, nas regiões do pescoço, virilha e axila. É comum que esse sintoma passe despercebido pois não provoca dor e pode ser confundido com uma resposta imunológica a problemas mais simples, como dor de ouvido ou garganta. Mas o gânglio inchado não costuma aparecer sozinho. Junto aparece também a perda de peso sem motivo aparente, febre, coceira na pele, fadiga, suor noturno e até o aumento do baço, sintoma notado pela avaliação física e exames. Percebendo esse conjunto de sintomas, o mais indicado é buscar um clínico geral ou hematologista.

 

Os linfomas não aparecem apenas na terceira idade

Os linfomas podem aparecer em diferentes momentos da vida. O LNH é mais comum em crianças, mas de acordo com o Institucional Nacional de Câncer (INCA), nos últimos 25 anos o número de casos desse tipo duplicou entre pessoas acima de 60 anos. Já o LH é mais comum em pessoas nas faixas etárias de 15 a 39 anos e após os 75 anos. Para ambos, é mais comum observar a doença em homens do que em mulheres.

 

É possível tratar e se curar do linfoma

Atualmente há diversas formas de tratar o linfoma, independente de qual seja. Tudo depende do estágio em que a doença é detectada. Pode ser que o melhor caminho seja a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e até o transplante de medula óssea. O importante é que o diagnóstico seja precoce, dessa forma o prognóstico do paciente é melhor e sua qualidade de vida, preservada.