Ozenildo Staviski: o cobrador de ônibus mafrense que se tornou sacerdote

Mafrense foi pároco em Rio Negro entre 2005 e 2009 e faleceu na última segunda-feira (6).

Foto: Divulgação

 

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Fiéis riomafrenses foram surpreendidos pela morte do padre Ozenildo Staviski na última segunda-feira (6), vítima de complicações da covid-19. Ozenildo foi pároco da Igreja Bom Jesus da Coluna em Rio Negro entre 2005 e 2009, mas sua história começou como cobrador de ônibus.

 

Natural de Mafra, Ozenildo nasceu em 1951 e cresceu na localidade de Saltinho do Canivete. Sempre muito devoto e dedicado à religião, frequentava com sua família a capela dedicada à Imaculada Conceição em sua comunidade de origem.

 

“Ele contava que lá no Saltinho do Canivete ouviu falar dos primeiros comentários sobre o Concílio Vaticano II e no mesmo lugar, viu pela primeira vez o padre trajar vestes civis”, conta o pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Rio Negro, Rafael Fuchs, que prestou homenagem ao padre pelos 7 dias de seu falecimento nas redes sociais.

 

Após completar maior idade, Ozenildo se mudou para o centro da cidade e começou a trabalhar como cobrador de ônibus na empresa chamada ‘Irmãos Guerber’. “Ele desejava encontrar uma namorada, mas a vida foi lhe mostrando outros caminhos, até que decidiu ir para o seminário. Como ainda não havia concluído o ensino fundamental e médio, com muita dedicação e sacrifício, empenhou-se em cursá-los”, explica Rafael.

 

Entre 1973 e 1977, ele foi acolhido por padres diocesanos de Schoenstatt na cidade de Londrina e mais tarde, residiu no Seminário Rainha dos Apóstolos, em Curitiba. Entre 1978 e 1982 cursou filosofia e teologia na PUC-PR e Studium Theologicum e recebeu as sagradas ordens do diaconato em dezembro de 1981 e do presbiterato no ano seguinte.

 

Em Rio Negro, o padre foi vigário na Igreja Bom Jesus da Coluna de Rio Negro entre 2005 e 2009. E desde 2019, atuou na Paróquia Bom Jesus, em Mandirituba.

 

Também passou pelas paróquias de Santo Antônio (Lapa), Nossa Senhora da Saúde (Colombo), Campo Cumprido (Curitiba), Vila Perneta (Pinhais), Boqueirão (Curitiba), Vila Guarani (Colombo), Tempo Sabático (Curitiba), Nossa Senhora da Luz (Fazenda Rio Grande), Imaculada Conceição (Agudos do Sul) e Senhor Bom Jesus da Cana Verde (Quitandinha).

 

Durante os anos de trabalho, o padre é lembrado pelos anos dedicados à Cristo e à Nossa Senhora Aparecida, de que era extremamente devoto. “Ele optava pelo uso diário da batina, era sempre bem humorado em seus contos, dava dicas de saúde, culinária e recordava muito a vida de antigamente. A herança que nos deixa este honrado sacerdote é o amor à vida de oração”, destacou o padre Rafael.

 

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